Quanto custa contratar um advogado de família na zona sul de São Paulo em 2026?

Mesa com tabela de honorários, calculadora e caneta representando o planejamento do custo de um advogado de família em São Paulo

A Tabela de Honorários da OAB-SP 2026 fixa pisos que vão de R$ 539,25 por uma consulta a R$ 12.165,42 por um divórcio litigioso. O valor real de cada caso depende de filhos, patrimônio, via escolhida (cartório ou Fórum) e do que o contrato cobre.

Contratar um advogado de família na zona sul de São Paulo custa, como referência mínima em 2026, R$ 539,25 pela consulta. Para conduzir um divórcio, o piso fica entre R$ 4.344,80 e R$ 12.165,42, segundo a Tabela de Honorários Advocatícios da OAB-SP. Quando há partilha de bens ou pensão alimentícia, a própria tabela prevê um acréscimo de 6% a 10% sobre o patrimônio ou os alimentos envolvidos. Custas judiciais, emolumentos de cartório e tributos como ITCMD e ITBI são pagos à parte e não integram os honorários.

Resposta rápida: os valores de referência da OAB-SP em 2026

A tabela abaixo reúne os serviços mais procurados em Direito de Família, com os valores mínimos publicados pela Seccional São Paulo da OAB. Eles funcionam como piso ético da advocacia paulista, e não como preço de mercado.

Serviço jurídicoPiso da Tabela OAB-SP 2026Acréscimo previsto
ConsultaR$ 539,25Sem percentual
Consulta com exame de documentosR$ 1.155,52Sem percentual
Hora de trabalho intelectualR$ 868,96Por hora
Divórcio extrajudicial em cartórioR$ 4.344,806% sobre alimentos, patrimônio ou quinhão
Divórcio judicial consensualR$ 7.820,646% se houver alimentos ou bens
Divórcio judicial litigiosoR$ 12.165,4210% se houver alimentos ou bens
Dissolução de união estávelR$ 7.820,64 a R$ 12.165,426% (consensual) ou 10% (litigiosa)
Ação de alimentos, revisional ou exoneraçãoR$ 2.606,88Ou o valor de 3 pensões mensais
Ação de alteração de guardaR$ 6.082,72Sem percentual
Regulamentação de convivência (visitas)R$ 7.820,64Sem percentual
Ação de alienação parentalR$ 6.690,99Sem percentual
Assessoria em mediação ou práticas colaborativasR$ 9.034,616% a 10%

A leitura correta da tabela segue uma regra da própria OAB-SP. Quando um serviço traz valor em reais e percentual ao mesmo tempo, o percentual representa a média praticada e o valor em reais representa o mínimo habitual. Numa ação de alimentos em que a pensão fica em R$ 4.000, a referência de três pensões resulta em R$ 12.000, quase cinco vezes o piso de R$ 2.606,88. O advogado pode cobrar acima da tabela, e a complexidade do caso é o que costuma justificar essa diferença.

O que compõe o custo de um advogado de família

Quatro pilhas de documentos representando honorários, custas judiciais, emolumentos de cartório e impostos no custo de um divórcio
Honorários, custas do TJSP, emolumentos de cartório e tributos formam o custo total de uma ação de família, e só a primeira camada vai para o advogado.

O custo de resolver uma questão familiar tem quatro camadas, e só uma delas vai para o advogado. Confundir essas camadas é o motivo mais comum de orçamentos que parecem baratos no início e dobram ao longo do caminho.

CamadaO que éQuem recebeQuem define o valor
Honorários contratuaisRemuneração pelo trabalho técnicoAdvogado ou escritórioContrato, respeitado o piso da OAB-SP
Custas judiciaisTaxa judiciária e despesas do processoTribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)Lei estadual
EmolumentosEscritura pública e averbaçõesTabelionato de Notas e Registro CivilLei Estadual 11.331/2002
Despesas e tributosCertidões, perícias, ITCMD e ITBIÓrgãos públicos e peritosCada órgão ou lei tributária

Um orçamento de honorários responde apenas à primeira linha da tabela. Quem planeja um divórcio com imóvel em Moema ou no Brooklin precisa somar a taxa do Fórum ou a escritura, as certidões atualizadas e o imposto sobre uma eventual partilha desigual. Só essa soma revela o custo real da decisão.

Quando os honorários são pagos

O Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994, art. 22, §3º) define uma regra para quando o contrato não diz nada: um terço dos honorários é pago no início do trabalho, um terço até a sentença de primeiro grau e o restante ao final. O Código de Ética e Disciplina da OAB (art. 48) recomenda que tudo seja ajustado antes, por escrito. O contrato deve prever valor, forma de pagamento, índice de reajuste e responsabilidade pelas despesas.

O que os honorários contratados não cobrem

Salvo previsão expressa no contrato, os honorários de um processo de família remuneram apenas a atuação em primeira instância. A Tabela OAB-SP 2026 trata os itens abaixo como serviços próprios, contratados à parte.

  • Apelação ao TJSP, com piso de R$ 8.168,22 para interposição ou resposta.
  • Recurso especial ou extraordinário ao STJ ou ao STF, com piso de R$ 16.510,22.
  • Sustentação oral em tribunal estadual, com piso de R$ 8.689,58.
  • Incidentes processuais, medidas cautelares e diligências fora da comarca.

Esse ponto separa um orçamento honesto de uma surpresa futura. Num divórcio litigioso com disputa patrimonial, a chance de recurso é concreta. Perguntar na primeira conversa se a segunda instância está incluída evita um novo contrato no meio do caminho.

Acordo e troca de advogado não reduzem o valor

A tabela da OAB-SP registra duas regras pouco conhecidas. A primeira: um acordo entre as partes durante o processo não diminui os honorários já contratados. A segunda: se o cliente revoga o mandato sem culpa do advogado, os honorários são devidos por inteiro. Os honorários de sucumbência, pagos pela parte vencida, pertencem ao advogado e não abatem o valor contratado.

Quem paga a conta no divórcio

Nenhuma lei obriga um dos cônjuges a arcar sozinho com os custos. No divórcio consensual, sem conflito de interesses, o casal pode ser assistido pelo mesmo advogado e dividir honorários e emolumentos como combinar. No divórcio litigioso, cada parte precisa de representação própria, e a sentença define como ficam as custas processuais. Quem não tem condições de pagar pode pedir gratuidade da justiça (art. 98 do CPC) ou procurar a Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

Tema para Topic Cluster: “Quem paga as custas e os honorários no divórcio: regras para casais com e sem acordo.”

Por que escritórios de advocacia não publicam preço no site

A ausência de preço nos sites jurídicos não é falta de transparência. É uma exigência ética. O Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB (art. 3º, I) proíbe a referência, direta ou indireta, a valores de honorários, forma de pagamento, gratuidade ou descontos como forma de captar clientes. Anúncios de “consulta gratuita” ou de consulta muito abaixo do piso de R$ 539,25 contrariam essas normas e servem de sinal de alerta na escolha do profissional. Conteúdos educativos como este podem citar a tabela pública da OAB-SP, porque informam o mercado sem ofertar serviço.

Por que o valor muda tanto de um caso para outro

Dois divórcios na mesma rua do Brooklin podem ter custos que variam dez vezes. A diferença não está no bairro nem no escritório. Está em sete variáveis que definem quanto trabalho técnico o caso exige e quanto o Estado cobra para processá-lo.

FatorEfeito no custoCenário típico
Consenso ou litígioO piso da OAB-SP sobe 55,6% e o percentual vai de 6% para 10%Casal que diverge sobre a guarda
Filhos menoresPode exigir via judicial e acordo de convivência detalhadoDivórcio com duas crianças em idade escolar
PatrimônioO percentual sobre os bens costuma superar o pisoApartamento, investimentos, previdência privada
Quotas sociaisExige apuração de haveres e perícia contábilCônjuge sócio de empresa
UrgênciaMedidas cautelares têm honorários própriosRisco de venda ou ocultação de bens
Ações cumuladasCada pedido amplia o trabalho e a base de cálculoDivórcio com alimentos, guarda e partilha
RecursosSegunda instância é contratada à parteSentença contestada no TJSP

Nenhum desses fatores é fixado pelo advogado. Eles vêm da realidade da família e das escolhas do casal ao longo do processo. Um orçamento sério começa pelo mapeamento dessas variáveis, e não por um número pronto.

O consenso é a variável que mais pesa no orçamento

Na Tabela OAB-SP 2026, o piso do divórcio judicial consensual é R$ 7.820,64. O do litigioso é R$ 12.165,42, uma diferença de 55,6% só na entrada. Quando há bens ou alimentos, o percentual sobe de 6% para 10%. O litígio acrescenta audiências, provas, perícias e a possibilidade real de recurso, e cada uma dessas etapas tem custo próprio.

Filhos menores mudam o caminho, não apenas o preço

A Resolução 571/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou a permitir o divórcio em cartório mesmo com filhos menores, desde que guarda, convivência e alimentos já estejam resolvidos judicialmente. Essa mudança abre uma rota em duas fases: o acordo sobre os filhos é homologado em juízo e o fim do casamento com a partilha segue para o Tabelionato de Notas. O piso do divórcio extrajudicial na tabela é R$ 4.344,80, e a escritura costuma sair em dias, e não em meses.

Patrimônio: quando o percentual supera o piso

Num cenário hipotético, um casal divide um apartamento em Campo Belo avaliado em R$ 1.600.000. Tomando como base a meação de cada cônjuge, de R$ 800.000, a Tabela OAB-SP 2026 gera duas referências bem diferentes.

ViaPisoPercentual sobre R$ 800.000Referência total
Judicial consensualR$ 7.820,646% = R$ 48.000,00R$ 55.820,64
Judicial litigiosoR$ 12.165,4210% = R$ 80.000,00R$ 92.165,42

A diferença de R$ 36.344,78 por cônjuge mostra que o acordo protege o patrimônio que o casal pretende dividir. Base de cálculo e forma de soma entre piso e percentual devem estar escritas no contrato, porque a tabela serve de referência e não impõe uma fórmula única.

Quotas sociais e empresas exigem perícia

Quando um dos cônjuges é sócio de empresa, a partilha das quotas sociais passa por apuração de haveres: descobrir quanto a participação vale na data da separação de fato. O trabalho envolve balanços, contratos sociais e, com frequência, um perito contábil. A remuneração do perito não integra a taxa judiciária nem os honorários do advogado. É uma despesa à parte, que em casos com holdings e investimentos pode superar o valor da própria ação.

Urgência tem custo próprio

Medidas urgentes são ações cautelares com honorários independentes na Tabela OAB-SP 2026. Arrolamento de bens, separação de corpos, guarda provisória e busca e apreensão de crianças têm piso de R$ 6.082,72 cada. O sequestro de bens parte de R$ 7.820,64. Quem suspeita de dilapidação patrimonial antes do divórcio precisa saber que proteger os bens pode exigir um contrato adicional.

Como os advogados de família cobram: os modelos de honorários

O Código de Ética e Disciplina da OAB permite diferentes estruturas de cobrança. Conhecê-las ajuda a comparar propostas com critério, olhando além do número final.

ModeloComo funcionaOnde costuma aparecerPonto de atenção
Valor fixoUm valor pelo serviço inteiro ou por atoDivórcio consensual, ação de alimentosVerificar quais instâncias estão incluídas
PercentualPorcentagem sobre bens ou proveito econômicoPartilhas relevantes, união estável com patrimônioDefinir a base de cálculo por escrito
MistoParte fixa somada a um percentualDivórcio com partilhaSaber quando cada parcela vence
Hora técnicaCobrança por hora trabalhada, piso de R$ 868,96Consultoria, pareceres, negociação longaPedir relatórios de horas
Partido mensalValor mensal para assessoria contínua, piso de R$ 3.081,42Famílias empresárias, pós-divórcio com demandas recorrentesDefinir o escopo mensal
Êxito (quota litis)Parte vinculada ao resultado obtidoRaro em Direito de FamíliaPelo art. 50 do Código de Ética, deve ser paga em dinheiro e, somada à sucumbência, não pode superar a vantagem do cliente

A escolha do modelo precisa refletir a natureza do caso. Um divórcio sem bens combina com valor fixo. Uma partilha com empresa e imóveis combina com o modelo misto. A comparação honesta entre dois orçamentos exige olhar escopo, instâncias, base de cálculo e o que fica de fora.

Mediação e práticas colaborativas: o modelo que muda a conta

A Tabela OAB-SP tem uma seção própria para métodos autocompositivos. A assessoria completa em mediação, conciliação ou práticas colaborativas tem piso de R$ 9.034,61 ou de 6% a 10% do valor envolvido. O acompanhamento em cada sessão parte de R$ 2.222,92. A elaboração do termo de acordo parte de R$ 4.504,37 mais 3%, e o pedido de homologação judicial, de R$ 3.764,42. Os Cejuscs do TJSP oferecem sessões de mediação familiar sem custo de mediador. O valor que se paga é o da assessoria jurídica de cada parte.

O que precisa estar escrito no contrato de honorários

A própria tabela da OAB-SP lista as cláusulas mínimas de um contrato de honorários.

  1. O serviço a ser prestado, descrito com precisão.
  2. O valor, a forma de pagamento e o índice de reajuste.
  3. A condição de exigência da parte variável, quando houver.
  4. A responsabilidade do cliente por custas, perícias e despesas.
  5. As instâncias cobertas e a contratação à parte de recursos e sustentação oral.
  6. As regras para diligências fora da comarca.

Um contrato que responde a esses seis pontos elimina a maior parte dos conflitos entre cliente e advogado. O que não está escrito vira dúvida justamente no momento mais sensível do processo.

Onde o processo corre na zona sul e quanto o Estado cobra

Fachada de fórum na zona sul de São Paulo onde tramitam ações de divórcio, guarda e pensão alimentícia
Ações de família da zona sul tramitam nos Foros Regionais de Santo Amaro, do Jabaquara e de Parelheiros, com custas iniciais de 1,5% do valor da causa.

A zona sul de São Paulo é atendida por Varas da Família e das Sucessões em foros regionais do TJSP. O Foro Regional II, de Santo Amaro, funciona em dois prédios, na Rua Adolfo Pinheiro e na Avenida das Nações Unidas. Ele atende bairros como Brooklin, Campo Belo, Chácara Flora, Morumbi, Campo Limpo, Capão Redondo e Jardim Ângela. O Foro Regional III, Jabaquara e Saúde, atende outra parte da região. O Foro Distrital de Parelheiros cobre o extremo sul.

A definição do foro segue o Código de Processo Civil (art. 53, I). Havendo filho incapaz, a ação corre no domicílio de quem tem a guarda. Sem filhos, vale o último domicílio do casal ou o domicílio do réu. A ferramenta de Competência Territorial do TJSP mostra o foro exato pelo CEP. Casos que envolvem violência doméstica podem correr na Vara de Violência Doméstica da região.

Taxa judiciária do TJSP em 2026

As custas judiciais paulistas seguem a Lei Estadual 11.608/2003, alterada pela Lei 17.785/2023 e consolidada pelo Provimento Conjunto 374/2026 do TJSP. Os valores são calculados em UFESP, que em 2026 vale R$ 38,42.

ItemRegraValor em 2026
Custas iniciais1,5% do valor da causaMínimo de R$ 192,10 (5 UFESPs) e máximo de R$ 115.260,00 (3.000 UFESPs)
Preparo da apelação4% do valor da causaVaria conforme a causa
Agravo de instrumentoValor fixoR$ 576,30 (15 UFESPs)
Partilha até R$ 50 milTaxa sobre os bens partilhadosR$ 384,20 (10 UFESPs)
Partilha de R$ 50 mil a R$ 500 milTaxa sobre os bens partilhadosR$ 3.842,00 (100 UFESPs)
Partilha de R$ 500 mil a R$ 2 milhõesTaxa sobre os bens partilhadosR$ 11.526,00 (300 UFESPs)
Partilha de R$ 2 milhões a R$ 5 milhõesTaxa sobre os bens partilhadosR$ 38.420,00 (1.000 UFESPs)
Pedido de alimentos de até 2 salários mínimosIsentoR$ 0

As faixas de partilha seguem a regulamentação do TJSP. Vale conferir o valor final no Portal de Custas do tribunal antes de protocolar.

Uma ação com valor da causa de R$ 300.000 recolhe R$ 4.500 ao ser distribuída. Uma eventual apelação exige R$ 12.000 de preparo, quase o triplo da entrada. Esse é o custo público que mais surpreende quem entra num litígio. Perícias, editais, diligências de oficial de justiça e despesas postais ficam fora da taxa judiciária e são cobrados à parte.

Cartório: emolumentos tabelados por lei

No divórcio extrajudicial, os emolumentos seguem a Lei Estadual 11.331/2002 e são iguais em qualquer tabelionato do Estado. A escritura sem bens partia de cerca de R$ 680 na tabela de 2025, com reajuste anual em janeiro. Com partilha, o valor cresce por faixas conforme o patrimônio declarado. A averbação no Registro Civil é cobrada à parte, e tributos como ITCMD ou ITBI só incidem quando a divisão é desigual ou envolve transmissão onerosa.

Gratuidade da justiça e Defensoria Pública

Quem não pode arcar com as custas sem prejudicar o próprio sustento pode pedir gratuidade da justiça (art. 98 do CPC) ou parcelamento das custas ao juiz. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo e o convênio com a OAB-SP atendem famílias em situação de vulnerabilidade econômica. A gratuidade suspende a cobrança, mas não a apaga. Se a capacidade financeira mudar em até cinco anos, os valores podem voltar a ser exigidos.

Situações práticas: quanto custa cada tipo de caso na zona sul

Os cenários abaixo são hipotéticos e usam apenas os pisos da Tabela OAB-SP 2026, as regras de custas do TJSP e a legislação tributária paulista. Cada profissional define seus honorários conforme a complexidade real do caso, então os números servem para dimensionar o investimento, e não como orçamento.

SituaçãoViaHonorários de referência (piso)Custas, emolumentos e extrasTempo típico
Divórcio sem filhos e sem bensCartórioR$ 4.344,80Escritura a partir de cerca de R$ 680, mais averbaçãoDias a poucas semanas
Divórcio com filhos, acordo total, sem bensJudicial consensualR$ 7.820,64 mais 6% sobre alimentos1,5% do valor da causaAlguns meses
Divórcio com filhos e imóvel, acordo totalJudicial consensualR$ 7.820,64 mais 6% sobre bens e alimentosTaxa sobre a partilha por faixa de UFESPAlguns meses
Divórcio com disputa de guarda e empresaJudicial litigiosoR$ 12.165,42 mais 10% sobre bensCustas, perícia contábil, possível apelaçãoUm ano ou mais
Revisão de pensãoJudicial3 pensões mensais, mínimo de R$ 2.606,881,5% sobre a diferença anualMeses
Mudança de guarda ou convivênciaJudicialR$ 6.082,72 a R$ 7.820,64Custas mínimas, estudo psicossocialMeses
Alienação parentalJudicialR$ 6.690,99Perícia psicológica ou biopsicossocialMeses a mais de um ano

A tabela deixa claro um padrão: a via escolhida pesa mais no custo total do que qualquer outro fator. Os cenários a seguir mostram a conta completa de cada rota.

Cenário 1: divórcio em cartório de um casal sem filhos em Moema

Um casal sem filhos menores e sem bens decide encerrar o casamento de comum acordo. O caminho é a escritura pública de divórcio em qualquer Tabelionato de Notas, com a presença obrigatória de advogado. Na ausência de conflito de interesses, um único profissional pode assistir os dois.

ItemReferência
Honorários (piso OAB-SP 2026)R$ 4.344,80
Escritura sem bensA partir de cerca de R$ 680 (tabela de 2025, reajustada em janeiro)
Averbação no Registro Civil e certidõesValores tabelados, cobrados à parte
Referência totalPouco acima de R$ 5.000

É a rota mais rápida e barata do Direito de Família. A escritura produz efeito imediato e dispensa audiência e juiz.

Cenário 2: divórcio consensual com filhos pequenos em Santo Amaro

Um casal com dois filhos pequenos concorda com tudo: guarda compartilhada, residência da mãe como referência, convivência em fins de semana alternados e pensão de R$ 3.000 por mês. Como ainda não há decisão judicial sobre os filhos, o caminho é o divórcio judicial consensual no Foro Regional de Santo Amaro.

ItemCálculoReferência
Piso de honoráriosTabela OAB-SP 2026R$ 7.820,64
Percentual sobre alimentos6% sobre 12 meses de pensão (R$ 36.000)R$ 2.160,00
Custas iniciais1,5% do valor da causa de R$ 36.000R$ 540,00
Referência totalCerca de R$ 10.520

O valor da causa em pedidos de alimentos corresponde a 12 prestações mensais, conforme o art. 292, III, do CPC. Pensões de até dois salários mínimos ficam isentas da taxa judiciária.

A rota em duas fases permitida pela Resolução CNJ 571/2024

Uma alternativa é homologar primeiro, em juízo, só o acordo sobre guarda, convivência e alimentos. Depois o casal lavra o divórcio e a partilha em cartório. A estratégia faz sentido quando há bens, porque a partilha extrajudicial evita a taxa judiciária sobre o patrimônio e costuma ser concluída mais rápido. O custo de honorários pode ser maior, já que são dois atos, e por isso a escolha depende de uma conta caso a caso.

Cenário 3: partilha de um apartamento de R$ 1,6 milhão em Campo Belo

O mesmo casal da Etapa 2 divide em partes iguais um apartamento avaliado em R$ 1.600.000, com pensão de R$ 5.000 para o filho. Os honorários de referência por cônjuge ficam em R$ 55.820,64 no consenso. O custo público soma dois itens.

ItemRegraReferência
Custas iniciais1,5% sobre os pedidos cumulados, sem os bens (12 × R$ 5.000)R$ 900,00
Taxa sobre a partilhaFaixa de R$ 500 mil a R$ 2 milhões (300 UFESPs)R$ 11.526,00
ITCMDPartilha igualitáriaR$ 0

Quando a partilha desigual cria imposto

Se um cônjuge fica com o apartamento inteiro e o outro não recebe compensação equivalente, a parcela acima da meação é tratada como doação. Sobre ela incide ITCMD, com alíquota de 4% em São Paulo pela Lei 10.705/2000. Com compensação em dinheiro, a transmissão passa a ser onerosa e o imposto em discussão vira o ITBI municipal. Num excesso de R$ 400.000 sem compensação, o ITCMD chega a R$ 16.000, um valor que muitos casais só descobrem na hora de assinar.

Cenário 4: divórcio litigioso com disputa de guarda e quotas de empresa no Morumbi

Aqui o casal diverge em quase tudo. Um dos cônjuges é sócio de uma empresa de tecnologia, e a residência das crianças está em disputa. Nesse caso, o custo não cabe em um número, e sim numa estrutura.

CamadaReferência
Honorários de primeira instânciaPiso de R$ 12.165,42 mais 10% sobre os bens
Medida urgente (arrolamento ou sequestro de bens)R$ 6.082,72 a R$ 7.820,64
Perícia contábil para apuração de haveresHonorários do perito fixados pelo juiz
Estudo psicossocialRealizado pela equipe técnica do TJSP
Apelação ao TJSPHonorários a partir de R$ 8.168,22 mais preparo de 4% do valor da causa

O custo invisível do litígio

A soma dessas camadas pode multiplicar o investimento de um divórcio consensual. Existe um custo que não aparece em nenhuma tabela: anos de conflito com impacto emocional sobre os filhos e sobre a gestão da empresa. Por isso a mediação costuma ser a primeira tentativa, mesmo em casos complexos.

Cenário 5: revisão de pensão alimentícia

Um pai que paga R$ 2.500 por mês perdeu metade da renda. A mãe pede aumento para R$ 4.000 porque as despesas escolares subiram. Os dois cabem na mesma ação revisional de alimentos, com referência de honorários de três pensões mensais e piso de R$ 2.606,88.

PedidoBase de honoráriosValor da causa (diferença anual)Custas iniciais
Aumento para R$ 4.0003 × R$ 4.000 = R$ 12.000R$ 18.000R$ 270,00
Redução para R$ 1.5003 × R$ 1.500 = R$ 4.500R$ 12.000R$ 192,10 (mínimo)

Cenário 6: guarda, convivência e alienação parental

A ação de alteração de guarda tem piso de R$ 6.082,72. A regulamentação de convivência parte de R$ 7.820,64. A ação de alienação parental, prevista na Lei 12.318/2010, parte de R$ 6.690,99. Nesses casos, o maior custo costuma ser o tempo: o juiz pode determinar perícia psicológica ou biopsicossocial, e pedidos de guarda provisória somam um contrato cautelar a partir de R$ 6.082,72.

União estável segue a mesma lógica do divórcio

A dissolução de união estável tem os mesmos pisos do divórcio: R$ 7.820,64 na via consensual e R$ 12.165,42 na litigiosa, com os mesmos percentuais sobre bens e alimentos. A diferença está na prova. Sem contrato de convivência ou escritura, a existência e a data de início da união precisam ser demonstradas, o que pode acrescentar uma fase inteira ao processo.

Como escolher um advogado de família na zona sul sem cair em ciladas

Mulher lendo com atenção um contrato de honorários advocatícios durante a primeira consulta sobre divórcio
Contrato escrito, instâncias cobertas e custos públicos explicados são os sinais que mais revelam a transparência de um profissional.

O preço é o critério mais visível e o menos confiável. As normas da OAB proíbem anúncios de valores, então a comparação só acontece na conversa. Quem sabe o que perguntar consegue avaliar competência, método e transparência antes de assinar qualquer contrato.

Sinal de confiançaSinal de alerta
Inscrição ativa no Cadastro Nacional dos Advogados (CNA) da OABNome ou número da OAB que não aparece no CNA
Contrato escrito com escopo, instâncias e despesasProposta apenas verbal ou por mensagem
Explicação dos riscos e dos cenários possíveisPromessa de resultado ou de prazo garantido
Título de especialista comprovado, quando anunciadoAutodeclaração de especialidade sem certificação
Preferência declarada por acordo quando ele protege o clienteEstímulo ao litígio como primeira opção
Consulta cobrada de forma compatível com a tabelaConsulta gratuita ou muito abaixo do piso como isca

O Provimento 205/2021 proíbe promessa de resultado e anúncio de especialidade sem título ou notória especialização. Um profissional que respeita essas regras em público costuma respeitar os limites éticos do seu caso.

Perguntas para fazer na primeira consulta

  1. Qual via você considera mais adequada para o meu caso: cartório, judicial consensual ou litigiosa?
  2. O contrato cobre só a primeira instância ou inclui recursos?
  3. Quem vai conduzir o caso no dia a dia e por qual canal falaremos?
  4. Quais custas, perícias e impostos devo prever além dos honorários?
  5. Como os honorários ficam se houver acordo no meio do processo?
  6. Mediação ou práticas colaborativas fazem sentido aqui?

As respostas revelam mais do que o valor. Um advogado que detalha custos públicos, riscos e alternativas de acordo está mostrando o método que vai aplicar ao caso.

Documentos que reduzem horas de trabalho

Levar a documentação organizada encurta a análise e reduz o tempo técnico cobrado. Os itens mais úteis são certidão de casamento atualizada, certidões de nascimento dos filhos, matrículas dos imóveis, documentos de veículos, extratos de investimentos, contratos sociais e as três últimas declarações de Imposto de Renda do casal. Reunir esse material antes da primeira consulta é a economia mais simples que existe.

Perguntas frequentes sobre o custo de um advogado de família em São Paulo

Quanto custa um advogado de família em São Paulo em 2026?

A Tabela de Honorários da OAB-SP 2026 fixa pisos que vão de R$ 539,25 por consulta a R$ 12.165,42 por um divórcio litigioso. Quando há bens ou pensão, a tabela prevê de 6% a 10% sobre esses valores. Custas do TJSP, emolumentos de cartório e impostos são pagos à parte.

Quanto custa uma consulta com advogado de família?

O piso da OAB-SP para uma consulta em 2026 é de R$ 539,25. Quando a consulta envolve exame de documentos, sobe para R$ 1.155,52. O valor da consulta pode ser abatido dos honorários se o cliente contratar o serviço, conforme combinarem as partes.

Qual é o valor mínimo da tabela da OAB-SP para divórcio?

O piso é de R$ 4.344,80 para o divórcio em cartório, R$ 7.820,64 para o divórcio judicial consensual e R$ 12.165,42 para o litigioso. Havendo bens ou alimentos, soma-se 6% no cartório e no consensual e 10% no litigioso.

Quanto cobra um advogado para pensão alimentícia?

A referência da OAB-SP para ações de alimentos, revisão ou exoneração é o valor de três pensões mensais, com piso de R$ 2.606,88. Numa pensão fixada em R$ 4.000, a referência chega a R$ 12.000. A execução de alimentos segue o mesmo critério.

Quanto custa um divórcio litigioso em São Paulo?

Os honorários partem de R$ 12.165,42 mais 10% sobre bens e alimentos. Somam-se custas iniciais de 1,5% do valor da causa, perícias quando necessárias e, havendo apelação, um novo contrato a partir de R$ 8.168,22 e o preparo de 4% do valor da causa.

Quanto custa um divórcio em cartório em São Paulo?

Um divórcio sem bens soma honorários a partir de R$ 4.344,80 e a escritura pública, cujos emolumentos são fixados por lei estadual e reajustados todo ano. Com partilha, o valor da escritura cresce por faixas conforme o patrimônio declarado. A averbação no Registro Civil é cobrada à parte.

Advogado de família cobra porcentagem sobre os bens?

Pode cobrar. A Tabela OAB-SP prevê de 6% a 10% sobre bens e alimentos em divórcios e dissoluções de união estável, somados a um valor mínimo. A base de cálculo precisa estar definida no contrato.

Os honorários são pagos de uma vez ou em etapas?

A forma de pagamento é definida no contrato. Se ele não disser nada, vale o art. 22, §3º, do Estatuto da Advocacia: um terço no início, um terço até a sentença de primeiro grau e o restante no final.

Os honorários incluem recurso?

Em regra, não. Salvo ajuste diferente, os honorários cobrem só a primeira instância. Apelação, recursos aos tribunais superiores e sustentação oral são contratados à parte, com pisos entre R$ 8.168,22 e R$ 16.510,22 na tabela de 2026.

Se houver acordo no meio do processo, o valor diminui?

Não. A Tabela OAB-SP estabelece que o acordo entre as partes não reduz os honorários contratados. O acordo diminui custas, perícias e recursos futuros, e por isso costuma baixar o custo total da família.

Quais são as custas judiciais do TJSP?

As custas iniciais são de 1,5% do valor da causa, com mínimo de R$ 192,10 e máximo de R$ 115.260,00 em 2026. A apelação exige preparo de 4%. Havendo partilha, há uma taxa por faixa de patrimônio. Pedidos de alimentos de até dois salários mínimos são isentos.

Quem paga as custas do divórcio?

No divórcio consensual, o casal decide como dividir custas e emolumentos. No litigioso, a sentença define a responsabilidade pelas custas processuais. Quem comprova falta de recursos pode pedir gratuidade da justiça pelo art. 98 do CPC.

A partilha de bens gera ITCMD ou ITBI?

Só quando a divisão é desigual. Se um cônjuge recebe mais que a meação sem compensação, a diferença é tratada como doação e sofre ITCMD. Com compensação em dinheiro, a transmissão é onerosa e o imposto em discussão passa a ser o ITBI.

Como escolher um advogado de família na zona sul?

Confira a inscrição no Cadastro Nacional dos Advogados da OAB e exija contrato escrito com escopo e instâncias. Avalie se o profissional explica riscos, custos públicos e alternativas de acordo. Desconfie de promessa de resultado e de especialidade anunciada sem título comprovado.

Por que os advogados não divulgam preço no site?

O Provimento 205/2021 da OAB proíbe referência a valores de honorários, formas de pagamento, gratuidade ou descontos como forma de captar clientes. Os honorários são tratados individualmente, na consulta, com base na complexidade do caso e nos pisos da tabela.

Consulta gratuita é permitida pela OAB?

Anunciar consulta gratuita para atrair clientes é vedado pelo Provimento 205/2021. A Tabela OAB-SP recomenda que a consulta seja sempre cobrada. Ofertas de consulta gratuita ou muito abaixo do piso de R$ 539,25 são sinal de alerta.

O mesmo advogado pode atender o casal?

Sim, no divórcio consensual sem conflito de interesses, o que concentra os honorários num único contrato. No litigioso, cada cônjuge precisa de advogado próprio. Se surgir divergência durante o acordo, o profissional não pode continuar representando os dois.

Existe advogado gratuito para Direito de Família em São Paulo?

Sim. A Defensoria Pública do Estado de São Paulo atende famílias em situação de vulnerabilidade econômica, diretamente ou pelo convênio com a OAB-SP. Os Cejuscs do TJSP oferecem sessões de mediação familiar sem custo de mediador.

Qual Fórum atende a zona sul de São Paulo?

A zona sul é atendida pelo Foro Regional II, de Santo Amaro, pelo Foro Regional III, Jabaquara e Saúde, e pelo Foro Distrital de Parelheiros. O foro correto depende do endereço de quem tem a guarda dos filhos ou do último domicílio do casal. A ferramenta de Competência Territorial do TJSP indica o foro pelo CEP.

Quanto custa um advogado para guarda de filhos?

A ação de alteração de guarda tem piso de R$ 6.082,72 e a regulamentação de convivência, de R$ 7.820,64. Pedidos urgentes de guarda provisória somam um contrato cautelar a partir de R$ 6.082,72. Estudos psicossociais são feitos pela equipe técnica do TJSP.

Quanto custa um advogado para união estável?

A dissolução de união estável tem os mesmos pisos do divórcio: R$ 7.820,64 na via consensual e R$ 12.165,42 na litigiosa, mais 6% ou 10% sobre bens e alimentos. Sem contrato de convivência, provar o início da união pode exigir trabalho adicional.

Quanto custa um advogado para alienação parental?

A ação autônoma ou incidental de alienação parental, prevista na Lei 12.318/2010, tem piso de R$ 6.690,99 na Tabela OAB-SP 2026. Perícias psicológicas ou biopsicossociais determinadas pelo juiz podem aumentar o prazo e o custo total.

Quanto custa um advogado para divórcio com empresa ou quotas sociais?

Os honorários seguem o divórcio consensual ou litigioso, com percentual sobre o valor das quotas. O custo cresce com a apuração de haveres, que costuma exigir perito contábil pago à parte, e com medidas urgentes para proteger bens, a partir de R$ 6.082,72.

como transformar o custo em uma decisão segura

Na zona sul de São Paulo, o custo de um advogado de família em 2026 parte dos pisos da OAB-SP: R$ 539,25 pela consulta e de R$ 4.344,80 a R$ 12.165,42 por um divórcio, com 6% a 10% a mais quando há bens ou pensão. O custo real, porém, depende menos do escritório e mais de três escolhas da família: a via adotada, o grau de consenso e a forma como o patrimônio é dividido.

Quatro passos transformam essa informação em decisão.

  1. Organize os documentos antes de qualquer conversa: certidões, matrículas, extratos, contratos sociais e declarações de Imposto de Renda.
  2. Mapeie a via possível. Cartório, judicial consensual ou litigioso mudam o custo total em dezenas de milhares de reais.
  3. Some todas as camadas: honorários, custas do TJSP, emolumentos, perícias e eventual ITCMD ou ITBI.
  4. Exija um contrato escrito que diga o que está incluído, quais instâncias estão cobertas e como ficam os honorários em caso de acordo.

Quem segue esses passos chega à primeira consulta sabendo o que perguntar e sai dela com uma estimativa realista. Em Direito de Família, entender o custo antes de começar protege o patrimônio e preserva a relação que continua existindo entre os pais depois da separação.

Fontes e base legal deste artigo

Todas as informações foram extraídas de normas oficiais e publicações de órgãos públicos, consultadas em setembro de 2026.

Honorários advocatícios: valores, percentuais e regras de contratação

Esta fonte fundamenta todos os pisos citados no artigo: consulta, hora intelectual, divórcio, união estável, alimentos, guarda, convivência, alienação parental, medidas cautelares, recursos, mediação e advocacia de partido. Dela vêm também as regras de que os honorários cobrem só a primeira instância, de que o acordo não reduz o valor contratado e de que a revogação do mandato sem culpa do advogado mantém os honorários devidos.

A divisão dos honorários em três parcelas na ausência de contrato está no art. 22, §3º, do Estatuto. A contratação por escrito segue o art. 48 do Código de Ética, e a cláusula de êxito (quota litis), o art. 50.

Publicidade na advocacia e ausência de preços nos sites

A vedação à divulgação de honorários, formas de pagamento, gratuidade e descontos está no art. 3º, I, do Provimento. A proibição de promessa de resultado e de anúncio de especialidade sem título está no mesmo artigo.

Custas judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo

As custas iniciais de 1,5%, o preparo de apelação de 4%, o agravo de 15 UFESPs e os limites de 5 e 3.000 UFESPs vêm destas normas. Delas vem também a regra de que a remuneração de peritos não integra a taxa judiciária.

A cobrança nas ações com partilha, a isenção para alimentos de até dois salários mínimos e a suspensão da cobrança por cinco anos para beneficiários da gratuidade estão no Provimento Conjunto. As faixas de UFESP sobre a partilha estão no Comunicado CG.

O valor da UFESP em 2026 (R$ 38,42), usado em todos os cálculos de custas, vem desta página.

Processo civil: competência, valor da causa e gratuidade

O foro competente está no art. 53, I, do CPC. O valor da causa em alimentos, fixado em 12 prestações mensais, está no art. 292, III. A gratuidade da justiça e o parcelamento de custas estão no art. 98.

Divórcio em cartório e emolumentos

A possibilidade de divórcio extrajudicial com filhos menores, desde que guarda, convivência e alimentos já estejam decididos em juízo, está na Resolução CNJ 571/2024.

Os emolumentos da escritura de divórcio e da averbação seguem a lei estadual de emolumentos e a tabela anual dos cartórios paulistas.

Impostos sobre a partilha

A incidência do ITCMD apenas sobre o excesso de meação recebido sem contraprestação está na lei paulista do imposto e na orientação oficial da Fazenda estadual.

Alienação parental

A ação autônoma ou incidental de alienação parental está prevista no art. 4º desta lei.

Foros da zona sul, mediação e atendimento gratuito

A estrutura do Foro Regional de Santo Amaro, com Varas de Família, e os bairros atendidos vêm do TJSP. A ferramenta oficial de consulta do foro pelo CEP, os Cejuscs e a Defensoria Pública completam o bloco.

Última atualização: setembro de 2026. Conteúdo informativo, que não substitui a análise individual de cada caso.

Artigo de caráter meramente informativo elaborado por profissionais do Luciana de Barros Escritório de Advocacia

Direito de Família, da Dra. Luciana de Barros

Luciana de Barros

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